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Universidade Federal do Ceará
Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfofuncionais

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Histórico e Contextualização do Programa

História do Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfofuncionais

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfofuncionais (PCMF), nos níveis de Mestrado e Doutorado, da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 10 de dezembro de 2013. O programa teve sua origem reconhecendo a importância da história da pesquisa na Faculdade de Medicina da UFC e a carência de cursos de Pós-Graduação em Morfologia no Norte e Nordeste do Brasil nos anos 1990. Muitos dos membros do corpo permanente do programa cursaram sua formação na Pós-Graduação em Farmacologia da UFC, um programa de nota 6 pela CAPES, com mais de 30 anos de tradição.

A Profa. Gerly Brito, após concluir seu doutorado em 1997, passou a orientar na Pós-Graduação em Farmacologia (1998) e, posteriormente, na Pós-Graduação em Ciências Médicas (2005), uma vez que ainda não havia massa crítica suficiente para iniciar uma pós-graduação na área de Morfologia. A inter-relação com outros programas, como Ciências Médicas, Cirurgia e Odontologia da UFC, além da Pós-Graduação em Fisiologia da Universidade Estadual do Ceará (UECE), possibilitou a formação de uma ampla rede de colaborações.

Em 2004, após retornar de seu pós-doutorado na Universidade de Virgínia, o Prof. Reinaldo Oriá juntou-se à Profa. Gerly Brito para formar o Núcleo de Estudos em Microscopia e Processamento de Imagens (NEMPI), um diretório de pesquisa do CNPq coordenado por ambos. A chegada de novos docentes ao Departamento de Morfologia fortaleceu a formação do programa, entre eles a Profa. Renata Leitão, que realizava pós-doutorado na Harvard University, e o Prof. Pedro Marcus Soares. Mais recentemente, professores como Emmanuel Prata (Anatomia), Virgínia Girão e Antoniella Souza Gomes (Histologia e Embriologia) consolidaram o grupo de pesquisa na área de Morfologia, permitindo a proposta de um curso de pós-graduação em Ciências Morfofuncionais.

A Profa. Renata Leitão dá prosseguimento aos estudos em Morfofisiologia Osteoarticular, com ênfase na cavidade oral e reabsorção óssea, como a periodontite. A Profa. Paula Goes, desde 2014, contribui com sua experiência em Osteoimunologia e reabsorção óssea inflamatória, enquanto a Profa. Virgínia Girão pesquisa doenças osteoarticulares e reparo ósseo. A Profa. Mariana Lima Vale se soma a essa linha de investigação, estudando modelos experimentais de artrite induzida por zymosan e seus mecanismos inflamatórios e nociceptivos.

Na área de Biologia Celular e Tecidual, a Profa. Ana Paula Ribeiro Rodrigues (UECE), especialista em isolamento e cultivo de folículos pré-antrais caprinos, colabora com ênfase na reprodução. Em Neurociências, a Profa. Glauce Viana, uma das fundadoras da Pós-Graduação em Farmacologia da UFC (nota 6 pela CAPES), e a Profa. Francisca Clea Florenço de Sousa, junto aos professores Reinaldo Oriá e Francisco de Assis Gondim, estruturaram a área de Neurociências no programa. O Prof. Francisco de Assis Gondim, neurologista da UFC, agrega investigação clínica e translacional ao programa.

Na área de Ensino e Divulgação das Ciências Morfológicas, destacam-se os professores Ariel Scafuri, Gilberto Cerqueira e Virgínia Girão, que trabalham na melhoria do ensino na graduação e na divulgação da morfologia para escolas públicas. Essa iniciativa foi fortalecida pelo DINTER UFC/UFRJ, que promoveu cursos para professores e estudantes do ensino médio.

Nos últimos anos, o programa recebeu novos membros permanentes, como a Profa. Karuza Alves, que colabora na área de Morfofisiologia Osteoarticular, e os professores Ricardo Lima e Thyago Queiroz, que iniciaram uma linha de pesquisa em Morfofisiologia Cardiovascular. O Prof. José Garcia Abreu Junior contribui com estudos na Embriologia dos Vertebrados.

O programa também se destaca pela participação no Instituto de Biomedicina do Semiárido Brasileiro (INCT/IBISAB) e pelo desenvolvimento do NEMPI, que conta com equipamentos multiusuários de última geração, como microscópios confocal, eletrônico e de epifluorescência. Esses avanços permitem a análise ultraestrutural e microestrutural de fenômenos biológicos, contribuindo para a compreensão da fisiopatologia de diversas doenças e a investigação de substâncias com potencial terapêutico.

Relevância do Programa

Há uma carência significativa de pós-graduações na área de Morfologia no Brasil, especialmente na região Nordeste. O PCMF busca suprir essa lacuna, formando pesquisadores qualificados para gerar conhecimento nas áreas de Neurociência, Biologia Celular e Tecidual, e Ensino e Divulgação das Ciências Morfológicas. O programa atende à crescente demanda por formação de docentes e pesquisadores de alto nível, especialmente diante da expansão das universidades e campi avançados no Brasil. Dessa forma, o PCMF desempenha um papel fundamental na nucleação e difusão do conhecimento, consolidando-se como uma referência acadêmica e científica na UFC e na região Nordeste.

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